Os níveis de água nos reservatórios Cantareira

O problema da água em São Paulo que começou há 20 meses ainda está evidente e em pauta. Isso porque, desde o último registro realizado identificou-se uma queda de 60% na quantidade de água esperada nos reservatórios da Cantareira. Há algum tempo a Cantareira não é mais utilizada como a principal fonte de água para os moradores da região metropolitana, porém, mesmo em crise ainda consegue abastecer cinco milhões de pessoas. Uma das soluções encontradas pelo governo paulistano é realizar o bombeamento da água da reserva técnica, conhecido como volume morto e que apenas deveria ser realmente utilizado em situações de emergência.

Baixo nivel da água nos reservatórios Cantareira.

A tendência é piorar

Para se ter uma ideia mesmo com o crescimento do volume da água nos reservatórios da Cantareira do ano passado (janeiro e julho) até a data atual, ainda se verifica que o volume continua bem abaixo do esperado. A má notícia é que a situação ainda pode piorar, pois a falta de chuva e a seca na região só reduz o abastecimento. O uso da água do volume morto era apenas uma solução emergencial, mas diante da atual conjuntura foi utilizado como único recurso para o abastecimento da população. Esse recurso acaba atrasando a recuperação do próprio sistema de abastecimento, que fica comprometido.

Volume morto dos reservatorios cantareira.

Cenário de crise

Sabe-se que a Cantareira está longe de voltar ao seu volume útil. Planejamento, medidas emergenciais e efetivas devem ser implantadas pelo governo do estado sem que isso interfira no bem estar da população que é a principal lesada com tudo isso. A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) já antecipa que este ano o paulistano não sofrerá com racionamento de água, porém, o governo de São Paulo ainda corre contra o tempo para entregar obras que ligam outros rios e represas e possam solucionar ou amenizar o problema sem que o cidadão deva arcar com as consequência. A falta de chuvas e a alta temperatura em São Paulo atrapalham bastante, mas o problema maior ainda é o descaso com a população e a gestão ineficiente dos órgãos envolvidos com a crise.